Financiamento de Energia Solar: Como Funciona, Bancos Parceiros e Taxas Explicadas de Verdade
"Descubra como funciona o financiamento de energia solar, quais bancos oferecem as melhores taxas e como escolher a opção ideal para economizar de verdade. Guia completo, claro e direto ao ponto.
Vinicius Pena
5 min ler


Financiamento de Energia Solar
Publicado em 03/12/2025
Se você chegou até aqui, provavelmente já se pegou pensando:
“Energia solar vale muito a pena… mas como eu pago isso?”
E relaxa — você não está sozinho.
A verdade é que 66% das instalações residenciais no Brasil hoje são feitas através de financiamento, e não à vista. Isso acontece por um motivo muito simples:
sai mais barato financiar o sistema solar do que continuar pagando a conta de luz alta por anos.
Mas calma lá: não é porque “todo mundo faz” que a gente vai aceitar a primeira proposta que aparecer. Financiamento é coisa séria, envolve juros, prazos, análise de crédito… então bora entender como funciona, quais são as melhores opções, que taxas são comuns e como não cair em ciladas.
Senta aí, pega um café, e vamos descomplicar esse assunto de uma vez por todas.
O que é financiamento de energia solar?
Financiamento de energia solar nada mais é do que:
um empréstimo feito especialmente para comprar e instalar um sistema fotovoltaico.
Mas ele é diferente de um empréstimo comum, porque:
geralmente tem juros menores,
prazo maior,
pagamento mensal mais leve,
e muitas vezes a parcela substitui a conta de luz.
Isso porque bancos enxergam energia solar como investimento seguro, já que reduz despesas e aumenta o valor do imóvel.
Ou seja: é literalmente um empréstimo que se paga sozinho.
Como funciona o financiamento na prática?
O processo é mais simples do que parece:
1. Você recebe o orçamento da empresa de energia solar
Com tudo detalhado: equipamentos, inversor, potência, mão de obra e valor final.
2. Escolhe o banco e o tipo de financiamento
Pode ser banco grande, fintech, cooperativa, banco digital… já já te mostro a lista.
3. O banco faz a análise de crédito
Geralmente isso é rápido (1 a 3 dias úteis).
4. O crédito é liberado e o instalador começa a obra
Em alguns bancos, o dinheiro vai direto para a empresa instaladora.
5. Você paga parcelas mensais
Enquanto o sistema gera energia e reduz a sua conta de luz.
6. Após quitar o financiamento, a energia continua sendo sua — e 100% gratuita
Simples, né?
O segredo é entender quais são as melhores modalidades e qual se encaixa no seu perfil.
Tipos de financiamento para energia solar
Existem três formatos principais. Aqui vai um resumo direto ao ponto:
✔️ 1. Financiamento direcionado (solar específico) — o mais comum
Bancos criam linhas de crédito exclusivas para energia solar.
Vantagens:
juros mais baixos,
aprovação rápida,
prazos longos (até 7–8 anos),
parcelas mais previsíveis.
Ideal para residências e pequenos comércios.
✔️ 2. Crédito com garantia (home equity)
Usa o imóvel como garantia.
Vantagens:
juros muito menores,
prazos enormes (até 20 anos),
parcelas baixas.
Desvantagem:
exige imóvel quitado.
Se você quer instalar um sistema grande (chácaras, empresas, comércios), pode ser excelente.
✔️ 3. Cooperativas de crédito
Sicredi, Sicoob, Cresol etc.
Vantagens:
juros competitivos,
relacionamento próximo,
análise flexível.
Para quem já faz parte de uma cooperativa, costuma ser a melhor opção.
Quais bancos financiam energia solar?
Aqui está a lista atualizada dos principais bancos e instituições que oferecem financiamento fotovoltaico no Brasil:
Bancos tradicionais
Banco do Brasil
Caixa Econômica Federal
Santander
Bradesco
Itaú
Banrisul
Banco BV (muito popular para solar)
Cooperativas
Sicoob
Sicredi
Cresol
Unicred
Fintechs e bancos digitais
MeuFinanciamentoSolar (BV)
Ecori CredSolar
Solfácil (super popular)
Valora
Proesc
Santander CDC Sustentável
Cada um tem vantagens específicas, mas o mais importante é entender taxas, prazos e exigências.
Taxas de juros no financiamento solar: o que é normal?
Vamos falar a verdade:
Não existe uma taxa “mágica”, porque isso muda conforme:
banco,
prazo,
score do cliente,
tipo de sistema,
garantia envolvida.
Mas dá pra te dar uma visão bem realista do mercado.
Taxas comuns hoje no Brasil:
de 0,79% a 1,99% ao mês — linhas específicas de energia solar
de 0,60% a 1,30% ao mês — via cooperativas
de 0,50% a 1,00% ao mês — com garantia real (imóvel)
Juros zero não existe — alguém está pagando a conta.
Geralmente o “juros zero” esconde:
preço inflado do kit,
taxas embutidas,
custo da mão de obra exagerado.
Então é melhor ficar esperto.
Exemplos reais de valores e parcelas
Vamos supor que alguém queira instalar um sistema de:
6 kWp (residencial padrão)
Valor médio: R$ 22.000
Exemplo realista:
Financiamento: R$ 22.000
Prazo: 72 meses (6 anos)
Taxa: 1% ao mês
Parcela aproximada: R$ 430 a R$ 480 por mês
E quanto essa casa pagava antes de luz?
Contas entre R$ 350 e R$ 600 são comuns.
Ou seja:
A pessoa troca uma conta de luz por uma parcela.
E quando acaba o financiamento… a energia continua saindo quase de graça pelos próximos 20 anos.
Vale mais a pena pagar à vista ou financiar?
Aqui vai a resposta sincera:
À vista vale mais a pena financeiramente.
Por motivos óbvios: você não paga juros.
Mas financiar vale mais a pena para 80% das pessoas.
Porque:
evita gastar reservas,
parcela substitui a conta de luz,
o sistema gera economia desde o primeiro mês,
após a quitação, a energia continua barata por décadas.
O financiamento não é vilão — é ferramenta.
Dicas para escolher o melhor financiamento (sem dor de cabeça)
Aqui vão dicas diretas, sem papo furado:
1. Compare pelo menos 3 instituições
Taxas mudam muito.
Um banco pode te dar 1,7% ao mês… outro 0,95%.
2. Olhe o Custo Efetivo Total (CET)
Não se apegue só ao “juro mensal”.
O CET revela:
IOF
tarifas
seguros obrigatórios (se houver)
taxas administrativas
É ele que mostra o custo real.
3. Evite parcelas muito longas sem necessidade
Prazos grandes podem deixar a parcela pequena, mas aumentam o custo total.
O ideal?
entre 48 e 72 meses.
4. Não aceite financiamento “casado” com instaladora
As melhores instaladoras te deixam livre para escolher.
5. Exija sempre orçamento detalhado
Com tudo separado:
módulos
inversor
estrutura
mão de obra
monitoramento
garantia
Transparência é tudo.
Quando o financiamento solar realmente vale a pena?
Quer uma resposta objetiva?
Vale muito a pena se:
sua conta de luz é maior que R$ 300
você tem telhado bom
pretende morar no imóvel pelos próximos anos
quer reduzir dependência das distribuidoras
não quer ou não pode pagar à vista
Não vale a pena se:
sua conta de luz é muito baixa
o imóvel será vendido em pouco tempo
não há espaço adequado
você já está endividado em outras áreas
Simples assim.
Financiamento é sustentável?
Sim! Inclusive, bancos reduzem juros justamente por isso.
Financiar energia solar:
reduz emissões,
protege o sistema elétrico,
diminui sobrecarga da rede,
incentiva energia limpa,
gera economia para o consumidor.
É o raro caso onde economia + sustentabilidade andam juntas.
Documentos necessários para financiar
Depende da instituição, mas normalmente pedem:
RG e CPF
Comprovante de renda
Comprovante de endereço
Orçamento da empresa instaladora
Fotos do local
Projeto preliminar (às vezes)
Bem tranquilo.
O pulo do gato: como pagar menos no financiamento
Se liga nessas estratégias:
1. Pague uma entrada (mesmo que pequena)
R$ 2.000 ou R$ 3.000 já reduzem muito o custo final.
2. Use parte do 13º, FGTS ou restituição do IR
Qualquer pagamento antecipado reduz juros futuros.
3. Não aceite “taxa de visita técnica” para fechar financiamento
Instaladora séria não cobra isso.
4. Se tiver conta PJ ou MEI, veja linhas empresariais
Geralmente têm taxas menores.
5. Priorize bancos e fintechs especializados em solar
Eles analisam mais rápido e têm juros competitivos.
Conclusão: Vale a pena financiar energia solar?
Se você quer um resumo final de duas linhas:
Sim, vale — e muito.
Na maioria dos casos, financiar energia solar significa trocar uma despesa que só aumenta (conta de luz) por uma parcela que acaba.
Depois de quitado, você continua colhendo os frutos por mais de 20 anos de energia barata, limpa e sustentável.
Energia solar é um dos poucos investimentos onde:
você economiza,
melhora o imóvel,
reduz impacto ambiental,
aumenta independência energética,
e ainda pode financiar com condições acessíveis.
É difícil achar algo tão vantajoso.
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